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OS NORMAIS 2 - A SEGUNDA VEZ É MELHOR À TRÓIS?

Há tempos que espero ver a continuação de OS NORMAIS no cinema. Depois do sucesso estupendo do primeiro filme, sempre ansiamos por ver mais, uma vez que o seriado deixou de existir (por um lado positivo, já que mostrava cansaço), mas reerguido graças ao longa-metragem, muito bem elaborado, com ótimo roteiro e boas risadas, coisas essenciais para um filminho de comédia.Sim, nesta sequência, temos boas risadas, uma história mais voltada para os acontecimentos vistos no seriado e boa música.

Não, não é melhor que o primeiro. Nem um pouco. Parece que aqui, nos 80 minutos de duração (isso, bem curtinho, tempo pouco maior do que o visto na telinha, com intervalos), voltamos no “mini flash back gigante” de um dos episódios malucos da dupla Rui e Vani, com muito apelo ao sexo, aos palavrões, às caretas e às cenas exageradas, muitas delas nunca vistas no mundo em que o casal vive. Algumas delas, muito mal executadas, prevêem ações da próxima cena, o que deixa de ser algo em que o telespectador deveria rachar de rir (como a cena da bengala de um paciente) e outras, no cúmulo do excesso visto em desenhos animados, mostram situações absurdas, irreais no planeta e irreais desde o primeiro episódio de OS NORMAIS na TV (como, por exemplo, na cena do “galo” imenso na cabeça de Drica Moraes).

É certo que abusos como este deveriam surtir como efeito positivo e cômico, mas acabam por não divertir tanto assim.Um ponto interessante inserido no filme foi o movimento de câmeras e os efeitos especiais sutís, presentes mais de uma vez, para que os mais atentos possam observar com atenção. A cena em que a câmera percorre o exterior do carro de Rui e Vani, entra pelo vidro fechado, mantém o enquadramento na conversa do casal, e sai, mostrando a lataria do veículo, deixa isso bem claro. É como se o diretor dissesse, subliminarmente: “Olhem, olhem! Brasileiros também conseguem fazer este efeito de câmera! Olhem mais uma vez! Que fantástico! Quer que eu faça de novo?”.É aquele lema (lema?): “Novidade é bom, mas em excesso enche o saco”.Mas não pasmem com as palavras descritas aqui. Se você quer apenas dar boas risadas, com uma comédia brasileira já conhecida pelo público, você vai gostar, mesmo que sinta falta daquele ‘pouquinho a mais’.

Não supera o primeiro, e a cena final poderia ser um gancho para uma continuação de uma certa cerimônia apresentada (coisa que renderia ótimos estardalhaços e muita gargalhada), mas se fizer sucesso, como já está fazendo, poderão acertar ainda mais futuramente, assim como o fizeram em Se Eu Fosse Você, com pouquíssimas escorregadas. O importante é que o longa não perde para muitas produções americanas, terrinha do Tio Cheio da Grana e cheio de ideias geniais recicladas… Afinal, remake é a palavra-chave dos últimos anos. Mas esta é uma conversa para outro dia. Por agora, mate a curiosidade do segundo filme no trailer acima. Bom divertimento!

Recíproco

Hiro é um gênio. Ilustrador de grandes sacadas, não perde oportunidade nas questões “analise sua sociedade”. Esta campanha de cartões de Natal, simpática, pode demonstrar significados ambíguos. Seria a famosa árvore de Natal, humanizada, prestes a entregar o presente para a menninha ou seria a imagem da ação do momento em que a menina entrega o presente para a Árvore?
Eu fico com a segunda opção, afinal, desde pequenos nós confiamos nesta Árvore, esperamos o presente que merecemos e controlamos nossa ansiedade para não abrí-los. Esta mesma árvore, que guardou muito bem nossos mais preciosos objetos, quietinha, calma, solitária, tem o direito de recompensa, não?Sejamos mais solidários, sejamos mais humanos. Não é só a Árvore que deve ter calor humano, nós também conseguimos.

AMIZADE COLORIDA

Seria uma maravilha se vivêssemos da forma como queremos, se todos fossem iguais a nós, se todos fossem alegres, ricos, saudáveis, nutridos e companheiros. Tudo sairia realmente bem ou o equilíbrio entre a desgraça e a riqueza é necessária para que exista o planeta?Assim como no filme estrelado por Nicole Kidman, Mulheres Perfeitas, tudo o que foi induzido ao bem nem sempre dá certo. Ou se dá, deixa-nos incomodados com tal perfeição.O vídeo abaixo, excelentemente bem elaborado, nos proporciona brilho nos olhos e nos deixa num daqueles momentos “Ohhhhh!” do dia, até que a VERDADE vem à tona, como quem acaba de levar um balde de água gelada na cara. Aqui também analisamos o equilíbrio, a perfeição e a verdade, da forma mais real possível.

Bem, chega de quá quá quá. Confira o vídeo!:

Histe-ria.

Outro dia eu estava mudando os canais da TV e, pra variar, não tinha nada de bom pra ver. De repente um desejo incontrolável me fez parar na Record, bem na hora da A Fazenda. Uma cena que me surpreendeu foi a seguinte: Uma zootecnóloga, com uma carinha de choro que só os netinhos sabem fazer melhor (pra conseguirem algum docinhos), chega com cautela para os participantes do reality e diz que tem a triste notícia do falecimento do bezerrinho que eles estavam cuidando. Tchan!!! O programa, num segundo, virou novela mexicana.
Tudo bem que, “isolados”, os sentimentos afloram, ainda mais no meio de pessoas desconhecidas, numa humilde casa daquela, passando fome, praticamente sem roupas, sem escovar dentes, no meio da sujeira, com muito trabalho árduo e num local fora da realidade de cada um ali, mas tal cena não me fez parar de rir do ridículo. Ao criar um tipo de animal desses é óbvio que eles iriam se apegar, mas dava pra ver que eles estavam mais é chorando pelo nada, mais por vontade de sentir-se amparados mesmo e não pela morte do animal em si. Aí partimos para a ironia do planeta: Choro que nem um bebê por um animalzinho que, anos mais tarde, vai estar ali no meu pratinho, todo assadinho e cortadinho, enquanto eu rezo meu “Pai Nosso”, agradecendo pela comida que ele me proporcionou naquele dia?É o cúmulo da humanidade. E foi assim que, abaixo, me inspirei pra colocar AS AVENTURAS DO NENO em ação!

Velha Infância.

Estou finalizando uma arte bem das biítinhas, aquelas que nos remetem ao pensamento mútuo do que realmente vale nesta vida. Quando jovens, temos o imenso desejo em sermos adultos, maduros, experientes. Já na velhice, sem forças ou sem raciocínio lógico, acabamos por agir como crianças e somos monitorados como crianças recém-nascidas, entretanto, nosso cérebro processa todas as imagens cotidianas e seus acontecimentos com o desejo incontrolável de voltar àquela infância, aquela sem preocupações, naquela inocência, no mundo colorido, bonito e emocionamente lúcido.Afinal, o que mais vale nesta vida?Em breve, coloco a ilustração completa e colorida.Para finalizar, segue o genialíssimo “poema” de Charles Chaplin, sobre o real sentimento da arte de viver:

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está de trás pra frete. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser
chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho no colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando…

E termina tudo com um ótimo orgasmo. Não seria perfeito?

Charles Chaplin

Todo mundo tem um dia de cão, só o cão tem todos.
Dog Wow!